Sergio Moro grampeou autoridade no Paraná, diz Polícia Federal

Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Havia uma conversa de cerca de 40 minutos entre o presidente do Tribunal de Contas do Paraná, Heinz Herwig, e o delator Tony Garcia, além de um despacho judicial que indica a ordem para a realização da escuta. O documento, datado de julho de 2005, mostra que Moro determinou que o colaborador tentasse gravar novamente a autoridade, alegando que as gravações anteriores não atendiam ao objetivo pretendido.
Segundo a Polícia Federal, parte desse material, incluindo relatórios de inteligência e transcrições de escutas, não havia sido unida aos processos e estava guardada nas dependências da Vara. Os documentos citam gravações envolvendo desembargadores do TRF-4 e políticos com foro privilegiado, feitas por colaboradores ligados à Vara, sem autorização do Superior Tribunal de Justiça.
A ordem de busca e apreensão foi expedida pelo ministro Dias Toffoli, após pedidos do Supremo Tribunal Federal por documentos e gravações que não foram enviados à Corte, mesmo após a saída de Moro da magistratura. O procedimento corre sob sigilo e apura se delatores foram usados para monitorar autoridades fora do alcance legal do então juiz.
Sergio Moro nega as acusações e afirma que elas se baseiam em relatos fantasiosos de Tony Garcia, condenado que firmou acordo de delação premiada em 2004. Moro também declarou, por meio de sua assessoria, que não teve acesso aos autos atuais da investigação e, por isso, não comentou o conteúdo do material apreendido.
Fonte: Metro 1
