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Operação Compliance Zero: Jaques Wagner é alvo da PF no caso Banco Master

Por determinação do ministro André Mendonça, STF, agentes cumprem, nesta quinta-feira (18), 18 mandados na BA, em SP e no DF.
Neison Cerqueira
Foto: Rafael Nunes / Divulgação

 

Líder do Governo Lula no Senado e pré-candidato a reeleição, o senador Jaques Wagner (PT) é alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), investigação que apura um dos maiores escândalos financeiros recentes do país envolvendo o Banco Master, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e uma rede de supostas relações políticas e empresariais. A informação é do Estadão.

Segundo a investigação, há suspeitas de vínculos entre integrantes do esquema e pessoas ligadas ao parlamentar. Até o momento, Wagner não é alvo de mandado judicial nem foi denunciado. O petista ainda não se pronunciou sobre o caso.

Por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), agentes cumprem, nesta quinta-feira (18), 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal.

As medidas incluem ainda restrições como monitoramento eletrônico, suspensão de passaportes e proibição de contato entre investigados.

Um dos focos da operação é o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, apontado pelos investigadores como peça importante na estrutura financeira investigada. Mandados foram cumpridos em empresas e endereços ligados ao empresário na Bahia. Até o momento, sua defesa não se pronunciou.

O caso Banco Master

Operação Compliance Zero foi iniciada em 2025 para apurar suspeitas de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, corrupção, manipulação de mercado e organização criminosa envolvendo o Banco Master.

A PF sustenta que o grupo liderado por Daniel Vorcaro teria movimentado bilhões de reais por meio de operações financeiras sem lastro adequado e mecanismos para ocultação de patrimônio. As investigações já resultaram em dezenas de mandados, prisões e bloqueios bilionários de bens.

A nova fase reforça a estratégia dos investigadores de avançar sobre a suposta rede de influência política construída em torno do banco. A PF busca esclarecer se agentes públicos ou pessoas com acesso ao poder atuaram para favorecer interesses do grupo investigado ou interferir no andamento das apurações.

Fonte: bahia.ba

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