PF faz buscas contra Mario Frias e produtora de filme sobre Bolsonaro

Foto: Isac Nobrega / Presidência da República/Divulgação
Segundo a PF, uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados teria direcionado recursos repassados a uma organização da sociedade civil para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação de que os serviços foram prestados. A investigação identificou movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas ligadas ao esquema e apura crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.
Investigações sobre o financiamento
Há duas investigações no STF relacionadas ao financiamento do filme. O inquérito sob relatoria de Dino apura o possível uso irregular de emendas parlamentares e dinheiro público destinado a entidades e empresas ligadas à produtora. Já a investigação sob relatoria de André Mendonça examina repasses feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, a pedido de Flávio Bolsonaro, e o percurso dos recursos.
Na quarta-feira (9), Mendonça homologou a delação premiada de Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como “Mineiro”, dono da Entre Investimentos, empresa que, segundo as informações apresentadas, fez repasses para o filme. Em sua delação, ele afirmou ter realizado sete repasses para o fundo Havengate, nos Estados Unidos, entre janeiro e setembro de 2025, que totalizaram US$ 12,333 milhões, valor equivalente a R$ 62,8 milhões pela cotação de setembro de 2025.
Fonte: Metro 1
