Aos prantos e com cachorro morto no colo, mulher critica pet shop: “Era meu filho”Veja Vídeo
Empresária deixou o Flock, um Spitz de 1 ano e 4 meses, para tomar banho e recebeu o cão morto. PCDF investiga o caso.
No dia da morte de Flock, Larissa conta que recebeu uma ligação do pet shop, informando que teria ocorrido uma “intercorrência” com o animal. “Eu saí correndo. Quando eu cheguei lá, ele falou que estava a duas horas tentando reanimar o meu cachorro. E não me ligou. Não me deu nem oportunidade de levar ele para outro lugar. Me entregaram ele morto”, contou.

Larissa Marques tinha Flock como um filhoMaterial Cedido ao Metrópoles

Bichinho tinha 1 ano e 4 mesesMaterial Cedido ao Metrópoles

Para a tutora, a postura do pet shop não foi correta. “Foram altamente negligentes e insensíveis. Entregou meu cachorro igual a um objeto”, afirmou.
Larissa passou a frequentar o pet shop onde o animal de estimação faleceu recentemente. Antes, ela levava o cão em outra loja especializada, mas, insatisfeita com o serviço, trocou de estabelecimento.“Eu vou pedir reparação. Quero Justiça e que ninguém passe pela dor que eu estou passando, porque é ruim demais. É terrível”, desabafou.
De acordo com a vice-presidente da Comissão de Direito dos Animais da OAB de Taguatinga, Ana Paula Vasconcelos, o que deveria ser apenas um procedimento de rotina acabou em tragédia. “Ela já tinha deixado o cachorro lá outras vezes. Dessa vez, deveria buscá-lo ao meio-dia, mas ligaram avisando que teria havido um problema”, relata.
Quando recebeu a notícia de que Flock havia morrido, Larissa discutiu com o dono do local, mas foi em vão. “Perguntei o que tinha acontecido. Ele falou que não sabia. E que não tinha o que fazer. O que tinha que fazer foi feito”, relembra a tutora, com a voz embargada.
Assista ao vídeo:
Ao Metrópoles, o médico veterinário e proprietário da Personal Dog, Luís Gustavo Silveira, informou que o cão chegou ao estabelecimento para tosa e banho. No momento em que secavam e penteavam o animal, ele desmaiou e ficou inconsciente.
“Sou o veterinário da clínica e fiz todos os procedimentos de reanimação. Infelizmente, o cão não resistiu e faleceu. Comunicamos a dona logo após tentarmos reanimá-lo. Eu não acompanhava o cão e não sei se ele já tinha alguma doença pré-existente”, explicou.
O proprietário contou que a tutora do animal chegou bastante nervosa no estabelecimento e não foi possível conversar com ela. “Nós tentamos salvar o cachorro. Ela chegou e não teve a intenção de saber o que aconteceu. Estava alterada, quebrou o interior da loja e também ameaçou os funcionários. Foi necessário acionar a polícia que levou ela até a delegacia e registramos o boletim de ocorrência. Infelizmente não houve um diálogo. Não teve como conversar com ela. O nosso advogado vai acompanhar o caso”, acrescentou.
* Colaborou Nathália Cardim
Fonte: Metrópoles