Bolsonaro já defendeu tortura para quem quis ficar calado em CPI, como Pazuello quer fazer

Na ocasião, o então deputado federal sugeriu pau de arara para Chico Lopes “abrir a boca”
Foto: Reprodução/YouTube
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já defendeu a tortura para os depoentes que desejam ficar calados na CPI da, como hoje o seu ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello faz ao pedir no Supremo Tribunal Federal (STF) para não ser obrigado a responder as perguntas na CPI da Covid. Na ocasião, o inquérito mirava o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

“Dá porrada no Chico Lopes. Eu até sou favorável que a CPI, no caso do Chico Lopes, tivesse pau de arara lá. Ele merecia isso: pau de arara. Funciona! Eu sou favorável à tortura, tu sabe disso. E o povo é favorável a isso também”, disse Bolsonaro em uma entrevista em 1999, no programa Câmera Aberta, da TV Band.

A declaração foi dada contra o ex-presidente do Banco Central, que havia se recusado naquele ano a depor à CPI dos Bancos na condição de testemunha. Lopers queria ser ouvido como acusado para poder ficar em silêncio ou dar respostas que não o incriminassem, direito previsto na Constituição.

“Como é que pode um ex-presidente de Banco Central falar que tem o direito de ficar calado? É um imoral, um sem-vergonha. Ele tinha que ir lá e contar a verdade. Por que o medo da verdade? […] É um ladrão. Eu não posso falar outra coisa. Quer me processar, processe. Ainda bem que eu tenho imunidade [parlamentar], tá ok?”, completou.

Fonte: Bahia.ba

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