Em três meses, Bahia foi o estado com mais desistências no Mais Médicos

Com 117 vagas abertas, estado já tem cidades sem profissionais para atender à população

Milena Teixeira
Foto: Divulgação/Portal Brasil
Foto: Divulgação/Portal Brasil

 

Três meses após a saída dos cubanos, a Bahia concentra 117 das 408 desistências do programa Mais Médicos no Nordeste. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, o estado só perde para São Paulo, que tem 181 vagas abertas.

As cidades baianas que mais perderam médicos foram as de Cândido Sales (4), Brumado (3), Euclides da Cunha (3), Inhambupe (3) e Serrinha (3).

Segundo o Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde da Bahia (Cosems), os responsáveis pelas pastas baianas deverão discutir a situação das cidades que estão sem assistência médica na próxima semana. “Estamos preocupados com esses municípios”, disse o órgão.

Presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Eures Ribeiro afirmou que existem cidades sem médicos na Bahia. Para o prefeito de Bom Jesus da Lapa, os profissionais desistiram dos contratos por causa da distância.

“Eles brigaram para tirar os médicos cubanos, mas os brasileiros não querem ir para os municípios mais distantes, principalmente para as comunidades do sertão. Tem lugar aí que está sem um médico. Quem pagou a conta com isso foi o povo”, declarou Ribeiro.

O que dizem os médicos

O vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), o médico Júlio César, atribui o número de desistência ao caráter emergencial das contratações.

“O médico foi selecionado para lugares onde ele não conhecia nem a cidade nem o posto de saúde. Foram feitos contratos emergenciais […] Existe a questão da adaptação”, disse ele aobahia.ba.

Conforme César, o estado também teve mais médicos no programa. “A Bahia foi estado que mais teve nomeações, então, esse número pode justificar as desistências”.

bahia.ba entrou em contato com a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) para saber quantas vagas foram preenchidas na Bahia quando os médicos cubanos foram embora. O órgão, contudo, deu retorno até a publicação do texto.

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