Flávio Bolsonaro pede que Moraes seja afastado de caso envolvendo Willer Tomaz

Foto: Alejandro Zambrana/STF e Edilson
Entre as solicitações, a defesa pede que o ministro Alexandre de Moraes seja afastado do caso, que André Mendonça assuma a relatoria e que sejam revogadas as medidas que impedem o parlamentar de deixar o Brasil. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.
Duas das petições foram encaminhadas ao presidente do STF, ministro Edson Fachin. Na primeira, a defesa apresenta uma questão de ordem para solicitar a transferência da investigação para André Mendonça.
Os advogados argumentam que o ministro já conduz procedimentos relacionados à Operação Sem Desconto e, por isso, deveria ser considerado prevento para analisar o caso.
“Todos os elementos dos autos convergem para a prevenção do Exmo. Ministro André Mendonça. Sua Excelência supervisiona, desde agosto de 2025, a Operação Sem Desconto e, desde 17.07.26, a Petição nº 16.435/DF, que apura a mesma estrutura atribuída a Willer Tomaz, descrita pela Polícia Federal como ‘hub financeiro, patrimonial e logístico’ de lavagem de capitais”, afirma o documento.
Na segunda solicitação enviada a Fachin, os advogados pedem o reconhecimento do impedimento e da suspeição de Alexandre de Moraes. A justificativa envolve uma empresa mencionada na investigação que possui, entre seus ativos, uma aeronave utilizada pelo ministro.
Segundo a defesa, as cotas do avião teriam sido destinadas ao escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado, em um contrato firmado com o Banco Master.
O terceiro pedido foi direcionado diretamente a Moraes. Nele, Flávio Bolsonaro solicita que o ministro reconsidere as medidas cautelares que determinaram a apreensão de seu passaporte e a proibição de deixar o território nacional.
Defesa contesta elementos da investigação
Além de questionar as decisões judiciais, os advogados afirmaram que o senador está disposto a prestar esclarecimentos durante as apurações. Na petição, a defesa declarou “integral disposição de colaborar com a investigação” e garantiu que “comparecerá a todos os atos para os quais for chamado e prestará os esclarecimentos que Vossa Excelência entender necessários”.
Os representantes de Flávio também contestaram elementos utilizados por Moraes para fundamentar as medidas restritivas. Entre eles estão o fato de o senador aparecer como contato favorito de Willer Tomaz em um aplicativo de mensagens e o pagamento de passagens aéreas pelo advogado.
Segundo a defesa, essas circunstâncias seriam consequência da relação de amizade entre os dois. Os advogados também negaram a existência de uma conta bancária conjunta atribuída ao senador e a Tomaz, afirmando que o Banco Santander já teria contestado essa informação.
Outro ponto questionado envolve uma possível ligação de Flávio Bolsonaro com a exploração de apostas no Rio de Janeiro. A defesa sustenta que a representação da Polícia Federal utilizada para embasar a decisão judicial não apresenta qualquer ato do parlamentar relacionado à Rede Loto, à RioPag ou à Loterj.
Fonte: Metro 1
